Mercado do Peixe

Conhecer Maputo e não ir ao Mercado do Peixe é um erro. Mesmo se você for alérgico, se estiver grávida ou se for fresquinho. O lugar não oferece nenhum luxo, não existe nenhum detalhe arquitetônico que chame nossa atenção, mas o bom de lá realmente é a bagunça, o barulho, o pra lá e pra cá das pessoas e claro, os peixes gigantes e fresquinhos, camarões que mais parecem lagostas, lagostas vivinhas dentro de bacias, amêijoas espalhadas em vasilhames por todos os lugares, caranguejos, lulas, mexilhões. Tudo isso aos montes e por todos os lados.

Apesar dessa simplicidade, eles contam com uma sofisticada logística de atendimento ao consumidor. Ou seja, compramos o que queremos nas barracas, entregamos para um boy que sempre está disposto a ajudar. Em seguida vamos para a parte de trás do mercado e indicamos qual restaurante irá preparar nossos pratos. Depois é só escolher a mesa, sentar com os amigos e celebrar o calor a camida e a cerveja.

Tenho mais coisas pra contar de lá, mas acho que alguém em outro blog deve contar com mais detalhes. Nesse momento estou na agência fazendo umas coisas. Vou deixar o resto com as fotos.

Pescador imaginando ser um caranguejo.

Bacia com amêijoas

Depois ela me contou que gosta de combinar as roupas com as bacias. : )

Moçambique é auto-suficiente em cerveja.

África

Mais fotos de lá aqui


Viagem à Nelspruit

Antes de mais nada, gostaria de informar que a Patrícia (minha mulher) já se encontra em terras africanas e agora vai participar do blog comigo. E como ela é uma garota de sorte : ) mal chegou e já fez uma viagem para  South Africa.

O destino desse último fim de semana foi Nelspruit na África do Sul. A primeira vez que ouvi falar desta cidade foi no Brasil, dias antes de embarcar para Moçambique. Quando estava na fase de pesquisar sobre minha futura moradia, uma atendente do chat das Páginas Amarelas falou que poderíamos encontrar qualquer item em Maputo. A não ser que esse item fosse algo muito especial, como uma mountain bike Giant ou produtos para fotografia por exemplo. Nesses casos teria que viajar até Nelspruit.

O que ela havia falado se confirmou. Essa cidade de 221.474 habitantes situada na região nordeste da África do Sul, é o paraíso para os moçambicanos mais apossados que querem fazer compras.

Nelspruit foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo. Infelizmente o Brasil não jogará lá. Mas esse lugar tem vários outros atrativos. É o que veremos agora:

Sudwala Caves

Estas cavernas são as mais antigas do mundo que se tem conhecimento. Elas fazem parte do itinerário de qualquer pessoa que visita a província de Mpumalanga. Assim que entramos no  parque encaramos uma subida para chegar até a entrada das cavernas. A paisagem lá de cima é realmente de filme.

Essas grutas estão situadas em rochas que se formaram ao longo de 3000 milhões de anos.

Leo, Sharon, Serginho, Dani, Paty, eu, Renata, Juscelino.

Depois da visita a caverna demos uma volta pelo parque que tinha restaurante, hotel e loja de artesanato, onde almoçamos também. A  cidade toda apesar de não receber os principais jogos da copa já está toda no clima do campeonato, com ações de divulgação.

Lá de onde eu vim isso tem um nome : )

Garçonetes animadinhas do NewsCafe

A noite fomos para o NewsCafe, um bar/ restaurante com diversos tipos de drinks diferentes e garçonetes muito, mas muito animadinhas. Estava fazendo frio “da gota serena”, então a solução que encontramos foi dançar. E adivinhem quem nos acompanhou.

Jardim Botânico Loweld

O último dia em Nelspruit foi aproveitado com a visita ao jardim botânico Loweld, o lugar é relativamente grande. De dentro da mata é possível ter uma visão panorâmica da cidade. Uma boa caminhada pelo jardim acompanhada pelo som das cachoeiras e o visual magnífico fizerem desse passeio um momento de reflexão.

Para ver mais fotos dessa viagem

Flickr do Giu

Flickr da Paty


De Moçambique à Alemanha em 400 e poucas páginas.

Acabei de ler dois livros completamente diferentes. O primeiro foi a Varanda do Frangipani de Mia Couto e o outro é A ofensa de Ricardo Menédez Sálmon.

A Varanda do Frangipani – Mia Couto

O romance de Mia Couto tem Moçambique pós independência como plano de fundo. Um polícia viaja para uma ilha onde funciona um lar para idosos. Seu objetivo é investigar o assassinato do diretor da instituição. Lá depara-se com algo inesperado: Todos os velhinhos da casa declaram-se culpados do crime. Este fato torna-se perturbador para o detetive. Durante todo o processo de investigação o espírito de Ermelindo Mucanga, um morto da região, que não teve um enterro como os costumes ordenavam, encontra um vazio dentro do oficial moçambicano e transforma-o numa janela para o mundo.

A Ofensa – Ricardo Menédez Sálmon

Esse oferece outra forma de ver a II Guerra Mundial. Através do protagonista Kurt, um jovem de 24 anos que é forçado a deixar de lado sua vida pacata de alfaiate numa pequena localidade da Alemanha, para ingressar no exercito de Hitler. As atrocidades que fazem parte do seu novo cotidiano Levam-o a um estado em que seu corpo separa-se do seu espírito. Ele perde a capacidade de estar no mundo. Perde a capacidade de tocar e sentir. Isso faz com que acabe em um sanatório onde passa alguns meses aprisionado dentro de si.
A partir daí vemos a perspectiva do agressor, que, em simultâneo, é vítima, já que teve que enfrentar como espectador absurdos que nunca imaginaria que vivesse.

Mais

Mia Couto

Ricardo Menédez Salmón

Valeu Hélcio e Túlio por indicarem Mia : )


Ida ao supermercado


Estava fazendo a feira e encontrei esse item curioso nas prateleiras. Trata-se de uma granada de plástico cheia de confeitos. Lembro que já vi celular, ursinho, garrafinha e até revolver. Mas granada não. Apesar desses estímulos, o que explode aqui são as risadas da criançada. E isso não tem granada que destrua.

Continuando com as compras, percebi que ia demorar um pouco mais que o normal para comprar tudo que queria. Pois grande parte dos produtos tem as embalagens escritas em árabe.

E agora? Será que esse é light? É normal? Será que é requeijão? : )

Enfim, ele está na geleira. Digo, geladeira. Só mais uma coisa em relação as compras de hoje. Mulheres mulçumanas cobertas quase que 100% pelas burcas são tão comuns aqui, quanto mullheres com shortinhos fazendo a feira no Brasil. Tive a mesma reação em relação a todas elas que cruzaram comigo hoje. Evitei olhar nos olhos.

Tirei essa foto daqui ó


P&B

Fiz essas fotos hoje a tarde quando estava indo para casa pensar numa campanha que temos que mostrar amanhã. O trânsito aqui é exageradamente perigoso, contrastante e curioso. Quase estou chegando a conclusão, que é mais fácil morrer de um acidente de carro ou atropelamento do que de malária. Mas não é disso que quero falar.

Enquanto estávamos atrás desse caminhão, primeiro pensei o que todos pensariam: “Caralho! Que tanta gente em cima desse negócio.”. Mas pouco depois esse primeiro impacto deu lugar a outro. Ou a outros. Me refiro aos olhares de algumas pessoas quando perceberam que tinha alguém disparando. Sei que pode parecer bobagem(e deve ser) mas queria, de alguma forma, fazer essas pessoas entenderem que não se tratava de um sujeito registrando a mazela alheia. Até mesmo porque, sobre mazelas, nós brasileiros entendemos muito. Só fingimos que não vemos.


Do banco do carona.

Hoje fomos almoçar num restaurante chinês e foi a primeira vez que consumi gelo aqui. Também foi hoje que deu para elaborar um pequeno vídeo que mostra algumas ruas da capital Maputo. Umas bobagens aqui e acolá, foram inseridas para que vocês possam ficar mais por dentro do que um carona, que não conhece quase nada ainda, viu.

Também foi hoje que, pela segunda vez, fui repreendido por filmar ou fotografar aqui. Um guarda responsável pela segurança de um prédio público proibiu que eu continuasse usando a câmera. É isso, antes de tentar filmar alguém as 13h da tarde armado com uma calibre 12, é melhor fazer um sinal com um polegar para sinalizar um “posso?”

Também foi hoje que vi um muro bacana com graffiti para cerveja 2M. Sim! Ela é gostosa.


Churrasco de sábado

Ontem teve churrasco e aqui estão as fotos:

Rua do condomínio onde mora a namorada de Victor.

Comprar esse carvão foi bem emocionante. Depois explico.

churrasqueiros

Zeca, eu, Kami e Serginho.

Esse é o dono da casa. Era pra churrasqueira que ele tava olhando.

Bem triste.

Peeeeeense numa água boa!